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Flying Tangerine

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É fácil cair no erro comum de achar que certas coisas só acontecem aos outros. Como se fôssemos super-seres intocáveis pelos azares que se entornam nos desafortunados.
Eu era um desses super-seres.

Passava já um ano sobre o novo portátil e configurá-lo para fazer backups regulares estava no plano. E estaria enquanto se esticassem as desculpas típicas do perfeccionismo que por vezes se confunde com simples procrastinação. Porque primeiro tinha de organizar as coisas. Anos de coisas, diga-se.

Há umas semanas aconteceu. Reiniciou sozinho. Mau! No dia seguinte desligou-se. Assim, do nada, Puf! E nada de voltar à vida. Era sexta-feira ao fim da tarde. Deve ser do calor. Dizem que estes Macs novos acumulam pó e avariam. Deve ser isso. Amanhã abro-o e limpo-o e volta tudo ao normal. Mas não voltou.

Para ajudar ainda mais à festa, no sábado acordou. Fiquei radiante e deitei mãos à obra. Mas fui tão tola que em vez de tirar logo tudo lá de dentro, fiz o contrário. Passei o que tinha no disco externo para o computador, para depois formatar o disco e então iniciar o backup.

Teria sido excelente se a avaria não estivesse a comprometer o reconhecimento do disco pela placa-mãe. Mas o que aconteceu foi vê-lo desligar-se outra vez, no preciso momento em que o disco ficava pronto para o backup. Nunca mais voltou à vida.

Anos de fotografias, eventos, correspondência e trabalhos. Tudo em risco de desaparecer.

Por ter a sorte de trabalhar num meio cheio de tecnologias e gente que as domina, consegui ajuda para aceder ao disco via Disk-Utility e copiar de lá tudo. Mas as configurações de todos os projectos em que trabalho é que foram algo penoso de recuperar.

Como se não bastasse o constrangimento de ficar sem computador uns dias, ainda perdi a password do Last-Past. Outra maravilha da tecnologia onde, para guardar seguramente todas as passwords, basta apenas decorar uma única, a da aplicação. Mas dos nervos a coisa saiu ao lado demasiadas vezes e não havia meio de recuperar acesso.

Toca de fazer recuperação de passwords do email e por aí fora. Two-step-verification, outra maravilha da segurança na internet, que envia um código para o telefone a fim de confirmar ser a pessoa certa a tentar o acesso. E isto também teria corrido bem se, poucos dias depois de ficar sem computador, não tivesse ficado também sem telefone (o velho aifone suicidou-se) e sem ele, nada de receber códigos, nada de aceder aos serviços que diariamente utilizo, nada.

Foi um stress!

Entre os solavancos de perceber a avaria até ter todos os projectos e acessos configurados, terão passado umas duas semanas ou mais. Duas semanas cheias de stress e trabalhos dobrados que teriam facilmente sido evitados se eu tivesse tomado as medidas preventivas que evitam tudo isto.

Entre backups e clouds, existe um conjunto de equipamentos e serviços que podem ser conjugados para garantir a segurança das coisas digitais. Mas isto fica para o próximo post ☺

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